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Tabelas para Codornas Japonesas e Europeias

Tabelas para Codornas Japonesas e Europeias

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O Brasil é o quinto maior produtor mundial de carne de codorna e o segundo de ovo, De 2005 a 2006, o alojamento cresceu 12,5% nas diversas regiões do país, fato coincidente com o surgimento das grandes criações automatizadas e novas formas de comercialização do ovo e da carcaça de codornas. A criação comercial de codornas teve início, em 1989, quando uma grande empresa avícola brasileira resolveu implantar o primeiro criatório no Sul do Brasil e, recentemente, as primeiras exportações de carcaças congeladas de codornas foram realizadas. Nem sempre essas aves foram criadas para produzir carne e ovos. No início, eram usadas em pesquisas biológicas e medicinais, especialmente em estudos de embriologia, porque elas podiam ser mantidas em grande número ocupando pequeno espaço. O uso da codorna como animal de laboratório produziu as informações técnicas básicas que deram início à moderna criação comercial de codornas (Woodard, 1973, citado por Minvielle, 2004) O próximo passo é o seu uso em pesquisas espaciais, notavelmente em projetos que visem à construção de bases permanentes na Lua e Marte, anunciadas no início de 2004, pela China e EUA (Minvielle, 2004). Geograficamente, as codornas criadas comercialmente têm duas origens: asiática (Coturnixcoturnixjaponica), conhecidas como japonesas, de porte pequeno e alta produção de ovos; e europeia (Coturnix coturnix coturnlx), que são aves de porte maior, produtoras de ovos mais pesados que os produzidos pelas japonesas O ovo e a carne de codorna apresentam qualidade nutricional para o consumo humano semelhante ao ovo e à carne de galinha e frango. Ele tem até 12 % mais proteína que o ovo de galinha (varia conforme a fonte consultada), enquanto a carne tem 1 % a mais de proteína que a carne de frango. O colesterol do ovo de codorna é mais baixo que o colesterol do ovo de galinha, mas é semelhante na carcaça de codorna e de frango. Pouco ainda se conhece sobre a história, a qualidade da carne e do ovo, os sistemas de produção e o nível atual do melhoramento genético de codornas para corte e postura. O Capítulo Tópicos especiais na criação de codornas abre este livro-tabela, discutindo os temas mais atuais na cotornicultura, com o objetivo de estimular a leitura do livro, considerando que a publicação de um conteúdo sobre exigência nutricional e composição de alimentos despertaria pouco interesse no público em geral. Em seguida, um excitante capítulo foi elaborado para mostrar as principais diferenças entre as codornas de corte e de postura e também as diferenças entre elas e as galinhas e frangos no aproveitamento dos nutrientes da ração e nas exigências nutricionais, justificando a necessidade do setor dispor de recomendações nutricionais para as duas espécies de codornas. Na terceira parte do livro, são abordados temas como a qualidade e o processamento das matérias-primas para o preparo de rações, uma breve descrição dos alimentos convencionais e alternativos, composição química e resultados experimentais com codornas, além de exemplos de cálculos de rações manuais ensinando a formular rações para codornas. Finalmente, no Capítulo 4 é discutida a composição química dos ingredientes convencionais e alternativos para codornas; no Capítulo 5, as exigências e recomendações nutricionais para as duas espécies de codornas em separado; e, no Capítulo 6, são sugeridos métodos manuais para formulação e balanceamento de rações. É pretensão do autor fomentar o debate e a discussão de novas ideias sobre a criação, nutrição e alimentação de codornas, uma ave pequena e especial, por fornecer proteína de alto valor biológico aos seres humanos, há milhares de anos. Certamente, no futuro, as codornas podem desempenhar um papel estratégico na segurança e sustentabilidade alimentar de regiões quentes, secas e pobres em recursos naturais, considerando que espécies que comem e bebem menos e produzem carne e ovos de forma mais precoce serão mais competitivas como fornecedoras de alimentos nobres para saciar a fome proteica de seres humanos.

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  • Editora: Funep
  • Autor: José Humberto Vilar da Silva
  • Edição: 2
  • Data de Publicação: 2009-01-01 00:00:00
  • Número de páginas: 107